Confira os resultados do 1º SancaThon

Saiba mais como foi o evento e os resultados do SancaThon, com a descrição dos projetos das três primeiros equipes colocadas.
resultados do SancaThon

No último fim de semana, dias 8, 9 e 10 de junho, foi realizado o SancaThon, um hackathon no qual, em apenas 31 horas, os participantes tinham que propor uma solução para algum problema de São Carlos utilizando a DrangonBoard 410c.

dragon
Figura 1: DragonBoard 410c utilizada pelos participantes.

A ideia é que os participantes escolhessem umas das UDS da ONU da Agenda 2030 aplicada para a cidade de São Carlos. E com isso, uma série de realizadores se juntaram e também apoiadores.

Realizadores:

  • USP – São Carlos;
  • ICMC USP;
  • EESC USP;
  • SIEEL – Semana de Integração de Engenharia Elétrica de São Carlos;
  • Espaço Eng Comp – EESC e ICMC;
  • Sbi USP;
  • SEL EESC USP;
  • CoC Produção EESC USP;
  • EESCin.

Apoiadores:

  • Embarcados;
  • SINTE SOFT;
  • Agência de Inovação da UFSCar;
  • Fatec São Carlos;
  • Senc – Semana de Engenharia de Computação de São Carlos;
  • Baita Aceleradora;
  • AUSPIN;
  • PRCEU;
  • Wikilab;
  • Portal Industrial;
  • Donatello’s Pizzaria.

O evento contou com diversos mentores das mais diversas áreas, 9 equipes trabalharam duro e esses foram os três primeiros colocados:

1º Lugar: Our Life

Our Life: “Uma hora pode mudar tudo”

A equipe identificou na cidade de São Carlos um período de altas taxas de mortalidade materna, semelhantes ao de países com baixíssimos IDHs. Investigando as causas desse problema e quais foram as medidas adotadas para reverter a situação, foi descoberto que o tempo para descobrir uma doença nas gestantes era crucial para aumentar sua chance de sobrevivência.

Por exemplo, no caso de sepse, que é quando uma infecção cai na corrente sanguínea, após 6 horas, a chance de sobrevivência cai para 40%. A Santa Casa conseguiu diminuir os índices adotando protocolos de detecção prévia de sintomas, como o MEOWS (Modified Early Obstetric Warning Systems), os quais tiram a subjetividade da avaliação do quadro clínico da paciente. Porém, o sistema funciona de forma precária, uma vez que o protocolo é preenchido em uma folha sulfite, e demora para ser calculado quando o número de pacientes é maior.


Assim, foi criado o OurLife, um sistema de baixo custo para detecção prévia de um agravamento no quadro da gestante através da avaliação de parâmetros fisiológicos. O sistema é portátil e concentra sensores dos principais parâmetros fisiológicos para a detecção de doenças em gestantes. Além disso, tem a capacidade de gestão de informações sobre os pacientes, e manipulação de banco de dados. Considerando os resultados obtidos das medidas, bem como o histórico dos pacientes, ele sugere as condutas mais adequadas para a situação.

Por concentrar hardware, software e design inovadores, é possível analisar as informações e fornecer sugestões de conduta, de forma a diminuir ainda mais o risco de erros no processo de atendimento, e salvar cada vez mais vidas.

our
Figura 2: Protótipo da esquipe Our Life.
IMG 5275
Figura 3: Equipe Our Life.

Equipe:

  • Gabriel Cyrillo dos Santos Cerqueira;
  • Vinícius Molina Garcia;
  • Alexandre Batistella Bellas;
  • Laise Aquino Cardoso e Silva;
  • Leonardo Mauro Pereira Moraes.

2º Lugar: μCare

μCare: “Localização Acessível de Equipamentos Hospitalares”

Este projeto foi motivado pela necessidade de conhecer a localização em tempo real de equipamentos importantes, pois em um hospital, tempo é vida. Além desta motivação principal, existem algumas outras, como por exemplo, o mapeamento do trânsito de ativos, podendo ser utilizado para a melhoria dos processos do hospital. Para implementar tal solução foram utilizados, além da DragonBoard, como central, os Beacons, como elementos rastreáveis.

micro
Figura 4: Diagrama de blocos da solução da equipe MicroCare.
IMG 5254
Figura 5: Equipe MicroCare.

Equipe:

  • Pedro Virgilio Basilio Jeronymo;
  • Patrick Oliveira Feitosa;
  • Guilherme Andriotti Momesso;
  • Guilherme Prearo;
  • Bruno Andrade Stefano.

3º Lugar: Calisto

Calisto: “Posto de atendimento avançado de saúde”

A ideia da equipe era resolver o problema de acesso de hospitais em duas vértebres: o tempo que leva desde a chegada do paciente ao hospital até ele ser atendido de fato e o tempo de locomoção até o hospital.

Então a solução foi o desenvolvimento de um totem, uma espécie de balança de farmácia com mais recursos e adaptações que adiantariam o processo de triagem realizando as primeiras medidas de: temperatura, altura, pressão, incômodo do paciente e as demais informações arrecadadas na triagem inicial. Além disso ele marcaria a consulta do paciente se ele desejar, informando o horário em que ele seria atendido no hospital. Outros dois usos para a solução eram solicitar uma ambulância em caso de urgência e indicar a farmácia mais próxima com algum remédio consultado.

calisto
Figura 6: Protótipo da Equipe Calisto.
IMG 5089
Figura 7: Equipe Calisto.

Equipe:

  • Carlos Henrique Andrade Cunha;
  • Iago Elias de Faria Barbosa;
  • Matheus Vrech Silveira Lima;
  • Ricardo Mendonça Ferreira;
  • Fernando Guisso.

As equipes vencedoras ganharam um kit DragonBoard 410c e Linkspirte e poderão participar da Future 2018. Para dar continuidade aos proetos as equipes tem direito a pré-aceleração na Baita Aceleradora e direito a 8 horas de trabalho mais orientação no Wikilab.

IMG 5292
Figura 8: As três equipes vencedoras.

Você também pode conferir os outros projetos nessse link do repositório dos projetos.

Engenheira eletricista, especialista em desenvolvimento de software embarcado na V2COM e mestranda na área de 5G na Unicamp.

Notificações
Notificar
guest
0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments

WEBINAR

Imagens de Ultrassom: Princípios e Aplicações

DATA: 26/10 ÀS 19:30 H