Reconhecimento facial para controlar a população de macacos na Índia

É perceptível que o uso de ferramentas de reconhecimento facial vem encontrando cada vez mais opositores em função dos danos que elas podem gerar, por exemplo apontando um inocente como alguém procurado pela justiça. Problemas relacionados à privacidade também são apontados quando se fala no assunto.

A possibilidade de que erros ocorram, vem fazendo com que diversas esferas de governo estejam proibindo o uso dessa tecnologia por forças de segurança, onde erros desse tipo podem, em casos extremos, levar à morte de inocentes. Empresas, como a big tech Meta, até recentemente chamada Facebook, já anunciaram seu abandono. 

No entanto, não se pode deixar de reconhecer que essa ferramenta pode ser muito útil para a sociedade como um todo; o que se espera é que ela continue a ser aperfeiçoada e usada apenas quando houver certeza de que não causará problemas.

Agora, na Índia, mais especificamente na região metropolitana de Delhi, a terceira mais populosa do mundo, com cerca de 20 milhões de habitantes, a tecnologia vai ser aplicada para resolver um problema inédito em uma área desse porte: a necessidade de controlar a população de macacos. 

O número de símios cresceu ali de forma dramática nos últimos cinco anos: de acordo com números não oficiais, seu número pode chegar a algumas centenas de milhares, o que pode gerar inúmeros problemas, especialmente de saúde pública. 

Esses animais não podem ser simplesmente exterminados, e para encontrar soluções para o problema, é preciso saber com alguma precisão quantos são e onde vivem os bichos; para isso, Delhi planeja realizar um censo utilizando reconhecimento facial, aprimorando um software desenvolvido há alguns anos com o objetivo de combater o tráfico ilegal de animais.   

O censo deverá durar doze meses, durante os quais os cidadãos, por meio de um aplicativo, poderão enviar fotos e a localização dos animais à área da administração que cuida do assunto, que poderá então tomar decisões a respeito, com base em dados.

Trata-se de uma aplicação interessante, a comprovar que ao contrário do que dizem alguns, o reconhecimento facial não deve ser simplesmente abandonado, mas sim usado como ferramenta de proteção da população.

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Rubens Júnior
Rubens Júnior
28/02/2022 08:22

Muito interessante!

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