Multicores assimétricos no desenvolvimento de sistemas embarcados – Parte 2: Eclipse

Veja o processo de criação do ambiente de desenvolvimento com Eclipse, para o aprendizado de multicores assimétricos usando o CoM Colibri VF61.
Multicore Communication library Multicores assimétricos prática Firmware M4

Dando sequência a série de artigos que visa auxiliar no desenvolvimento de produtos que façam uso de multicores assimétricos, baseado no computador em módulo Colibri VF61 (Freescale® Vybrid), este capítulo apresenta o processo de configuração da IDE Eclipse para a programação dos dois núcleos diferentes. Lembre-se que o compilador utilizado para gerar programas para o núcleo Cortex-A5 é diferente do utilizado para gerar programas para o Cortex-M4.

Download e Instalação do Eclipse

Baixe o eclipse no site do eclipse.

Descompacte o arquivo:

Para poder funcionar o eclipse, é necessário instalar o Java.

Execute o binário eclipse dentro da pasta eclipse.

Configurando Eclipse para Aplicação A5

Para todas as aplicações novas que você criar para o seu núcleo Cortex-A5 você terá que fazer esta configuração.

Com o Eclipse aberto, na aba Project Explorer, aperte botão direito e selecione:

Figura 1: Iniciando um novo projeto no Eclipse
Figura 1: Iniciando um novo projeto no Eclipse

 Em seguida, complete o nome do projeto e selecione sua configuração conforme a figura abaixo:

Multicores-assimetricos-no-desenvolvimento-de-sistemas-embarcados
Figura 2: Selecionando o tipo de projeto

Continue clicando em “Next” até a tela de seleção do “Cross Compiler”. Na figura 3 selecione a “toolchain” que instalamos anteriormente.

Figura 3: Configurando a "ToolChain"
Figura 3: Configurando a “ToolChain”

Em Cross “compiler prefix” complete com:

Em Cross “compliler” path complete com:

Multicores-assimetricos-no-desenvolvimento-de-sistemas-embarcados
Figura 4: Seleção corretas das “ToolChain”

Concluindo a configuração, podemos compilar o projeto “helloworld” para nossa arquitetura. No exemplo 1 faremos isso.

Conectando na placa

Este subcapítulo explica como configurar e realizar a depuração de um “target” remoto.

Uma vez configurado IP na placa e no host, podemos conectar na placa por meio do Eclipse.

No canto superior direito, selecione a perspectiva “Remote System Explore”:

Multicores-assimetricos-no-desenvolvimento-de-sistemas-embarcados
Figura 5: Remote System Explore

Em seguida na aba “Remote System”, aperte o botão direito e crie uma nova conexão:

Multicores-assimetricos-no-desenvolvimento-de-sistemas-embarcados
Figura 6: Criando nova conexão com sistema remoto

Uma janela abrirá com as possíveis opções de conexão:

Figura 7: Selecionando nova conexão via SSH
Figura 7: Selecionando nova conexão via SSH

Selecione “SSH Only” e avance. Na próxima janela complete o IP da placa e o nome da conexão:

fig8
Figura 8: Inserindo informações de conexão

Ao finalizar, uma janela solicitando usuário e senha aparecerá. No caso da Toradex, complete com:

usuario: root

senha: <VAZIO>

fig9
Figura 9: Configurando acesso ao sistema remoto

Caso peça aprovação para gerar as chaves, aceite!

fig10
Figura 10: Aprovação para gerar as chaves

Se o processo for concluído com sucesso, será possível acessar o sistema de arquivos da placa pelo Eclipse conforme a imagem:

fig11
Figura 11: Acessando sistema de arquivos pelo Eclipse.

Configurando Debug

Para configurar o Debug do projeto, acesse o menu no Eclipse:

 Run>Debug Configuration.

Ou através do botão ao lado do botão Debug (Um inseto verde):

fig12
Figura 12: Debug Configuration

Na janela “Debug Configuration”, uma lista de opções aparecerá à direita, crie uma nova “C/C++ Remote Application” conforme a figura 13.

fig13
Figura 13: Configuração do Remote Configuration

Nesse momento, uma lista de campos a serem preenchidos aparecerá:

fig14
Figura 14: Configurando o Remote Configuration

Selecione o nome do seu projeto e em seguida clique no botão “Search Project…” para selecionar a aplicação que será depurada, nesse momento, a aplicação ARM deve ser selecionada:

fig15
Figura 15: Selecionando aplicação para “Debug remoto”

Em seguida no campo “Connection”, selecione a conexão criada conforme o capítulo anterior:

fig16
Figura 16: Selecionando a conexão criada

No campo “Remote Absolute File Path” é necessário completar o caminho que a aplicação será salva na placa. Lembre-se de colocar o nome da aplicação também.

fig17
Figura 17: Configurando o caminho da aplicação

O último passo, é selecionar o GDB correto. Entre na aba “Debugger” e complete o parâmetro “GDB Debbuger” com o “mesmo” path e “toolchain” selecionado na criação do projeto, porém, com “-gdb” no final.

fig18
Figura 18: Configurando o GDB correto

Para finalizar, altere o campo “GDB command file” para:

~/.gdbinit

E em seguida execute o seguinte comando no terminal, para criar esse arquivo:

echo “set sysroot remote:/” > ~/.gdbinit

Para testar, clique em “apply” e em seguida Debug.

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