Impressoras 3D e Sistemas Embarcados

Impressoras 3D

Há algum tempo tem-se falado de impressoras 3D, no começo como um produto intangível para as massas, complexidade de produção das máquinas, consequência do preço do equipamento.

 

Atualmente a realidade é outra. Longe de eu querer corroborar com alguns blogs sensacionalistas: as impressoras 3D, principalmente as mais baratas, ainda estão longe de um eletrodoméstico comum, onde meia dúzia de botões resolvem todos os problemas; porém, para os hobbistas entusiastas, ou mesmo para alguns tipos de profissionais interessados, o investimento inicial já não é tão impeditivo quanto antigamente, e as ferramentas e documentação acerca do assunto cresceram muito.

 

É fácil associar essa facilitação atual com duas questões:

 

  1. A evolução e barateamento tecnológico em geral (notebook é um bom exemplo);
  2. A inserção dos desenvolvedores livres nos projetos de impressora. Um projeto bastante conhecido é o  RepRap, que tem duas características bastante conhecidas: a capacidade de se "auto-replicar" (ou seja, você imprime as peças que vão dar origem à próxima impressora) e o fato de utilizar a plataforma arduino para controlar a máquina (motores de passo, controles de temperatura, sensoriamento e comunicação com o PC).

 

Mesmo para aqueles que não querem se arriscar tanto montando sua própria impressora (veja o link), existem opções comerciais viáveis. Foi a minha opção pessoal ao adquirir, em parceria com uma colega projetista mecânica, uma Metamáquina 2 de uma startup de São Paulo, por R$ 4.200,00. Vale a pena comentar que a ideia inicial da metamáquina foi, praticamente, tornar comercializável o projeto RepRap. Neste sentido, eles mantiveram toda a estrutura de software e firmware livre.

 

Toda essa introdução foi para contextualizar os leitores do Embarcados, mas quais as relações da impressora 3D com os demais assuntos desse site?

 

Primeiramente, a impressora 3D É um sistema embarcado, com todas as suas características, dificuldades e integrações dos mundos Físico e Virtual. Além de um complexo sistema embarcado de integração mecânica e eletrônica, os projetos livres têm vasta documentação e compartilham uma grande comunidade de desenvolvedores, podendo tornar a impressora um grande e funcional kit didático para desenvolvimento de firmware ou software. Isso envolve tanto questões de arquitetura, quanto questões práticas: Como acionar um motor de passo com tal precisão? Como interfacear com um software PC para executar as impressões? Entre outras possibilidades.

 

Em segundo lugar: aonde vocês acomodam seus projetos? O quão fácil é fazer a interface entre eletrônica e mecânica? O quão fácil é encontrar uma engrenagem específica para dar as características desejadas para aquele robozinho?

 

Só pra dar água na boca, seguem alguns projetos (maioria retirada do www.thingiverse.com) relacionados com sistemas embarcados:

Suporte para câmera logitec e BeagleBone

 

Prótese de mão

 Robôs

 E por que não um case?

Artigo escrito por Adriano Oliveira Pires.

Imagem de destaque: Halo 3

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Adriano Oliveira Pires
Formado em Engenharia Elétrica pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). Co-fundador do i9 - Núcleo Estudantil de Inovação Tecnológica (http://www.i9.joinville.udesc.br) e participante do PET Engenharia Elétrica, atualmente atua no desenvolvimento de projetos de P&D na Reason Tecnologia, em Florianópolis. Tem afinidade com Sistemas Embarcados, eletromagnetismo, inovação tecnológica e, mais recentemente, impressão 3D.

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