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Geração de relatórios com ScadaBr

dados por e-mail com ScadaBR

Qual é o objetivo deste artigo?

Este artigo corresponde ao quarto bloco do conteúdo voltado para utilização do ScadaBR em projetos de automação. Nesta publicação serão abordados os passos necessários para a geração de relatórios com ScadaBR referentes ao comportamento das variáveis de processo ao longo de um determinado período de tempo, de maneira manual ou até mesmo automática.

Gostaríamos de ressaltar para o leitor, como de praxe, que a estrutura utilizada para interagir com o ScadaBR será um Arduino UNO via protocolo Modbus. Obviamente, por se tratar de uma questão de praticidade e também por fugir do escopo proposto, não será mostrado neste artigo os procedimentos necessários (na íntegra) para efetivar a comunicação destes dois elementos, até porque temos materiais completos que cobrem este passo-a-passo.

Primeiro passo: Definição do hardware que será utilizado

Como dito anteriormente, o hardware que será utilizado para demonstrar o procedimento-alvo deste artigo será composto por um Arduino UNO e por um sensor de temperatura TMP36 (este componente será o instrumento do qual os dados serão extraídos para a geração do relatório). No entanto, o leitor deve compreender que tudo que for realizado neste momento pode ser aplicado a qualquer tipo de circuito contendo os mais diversos elementos, contudo deve-se efetuar as mudanças adequadas nos pontos em que tais componentes forem distintos. 

Hardware utilizado para geração de relatórios com ScadaBr.
Figura 1 – Hardware utilizado.

Segundo passo: Elaboração do código que será inserido no Arduino UNO

O código será abordado de forma bastante breve neste momento, por já ter sido o escopo de artigos anteriores. O entendimento é o seguinte:

  • Primeiramente deve-se incluir a biblioteca necessária para que a comunicação via protocolo Modbus ocorra (Linha 1);
  • Em seguida cria-se os Registradores Holdingneste caso apenas o TEMP_TMP36 (Linhas 3 – 11);
  • O terceiro passo diz respeito à configuração da conexão (Linhas 13 – 20);
  • Finalmente armazena-se a leitura proveniente do sensor na porta A0 ao Registrador Holding TEMP_TMP36 (Linhas 22 – 29);

Terceiro passo: Criação do Data Source e seu(s) respectivo(s) Data Point(s) para aquisição de dados

Assim como em todos os outros artigos, para utilizar o protocolo Modbus como elemento chave na comunicação do Arduino UNO com o ScadaBR, deve-se criar um Data Source do tipo Modbus Serial e editar as propriedades do mesmo, conforme necessário. Os itens que foram alterados, são: 

Definição das propriedades do Data Source de aquisição.
Figura 2 – Definição das propriedades do Data Source de aquisição.

Após a criação do Data Source citado, deve-se criar os Data Points intrínsecos ao mesmo, que irão representar os Registradores Holding (existentes no código do Arduino UNO) dentro do SCADABR. Neste caso será necessário criar apenas um Data Point responsável por receber os valores de natureza analógica provenientes do TMP36 nas aferições de temperatura. As alterações realizadas foram:

Definição das propriedades do Data Point de aquisição.
Figura 3 – Definição das propriedades do Data Point de aquisição.

Quarto passo: Criação do Data Source auxiliar e seu(s) respectivo(s) Data Point(s) 

Um outro procedimento semelhante ao anterior e que deve ser realizado, diz respeito à criação de um Data Source auxiliar, para que dentro deste seja criado um Data Point auxiliar, que de fato será necessário em virtude da necessidade de conversão dos valores obtidos e registrados no Data Point TMP36 criado recentemente.

A justificativa deste procedimento é a seguinte: É verdadeiro que na criação do Data Point TMP36 existe um campo chamado Multiplicador, que serve justamente para apresentar os valores já convertidos. Porém deve-se ter observância sobre o fato de que esta conversão atende apenas onde a necessidade de alterar um valor pode ser resolvida por um escalonamento simples, através de multiplicação. Ao passo que para converter os valores em questão deve-se realizar operações como soma ou subtração conforme indicado pelo fabricante e citado em artigo anterior. Desta forma, para poder ter flexibilidade nas operações, propõe-se a criação de um Data Point auxiliar que receberá o valor do Data Point TMP36 e será responsável por atuar na conversão do mesmo em valores de temperatura.

Para realizar tal procedimento deve-se criar um Data Source do tipo Data Source Meta. Observe que apenas um único item precisa ser preenchido neste momento:

Definição das propriedades do Data Source auxiliar para geração de relatórios com ScadaBR.
Figura 4 – Definição das propriedades do Data Source auxiliar.

Em sequência é necessário prosseguir com a criação do Data Point intrínseco ao mesmo, além de alterar os seguintes campos:

Definição das propriedades do Data Point auxiliar.
Figura 5 – Definição das propriedades do Data Point auxiliar.

Deve-se ter atenção com o campo Contexto do Script, este permite que ao escrever-se o código relativo ao script que deve ser seguido, seja possível utilizar o valor do Data Point TMP36 que pertence ao Data Source Arduino, referindo-se ao Data Point em questão no código por meio do nome dado no campo Var (TMP36 neste caso).

Quinto passo: Elaboração dos relatórios com ScadaBR

Por fim, esta é a última parte deste artigo, que consiste na elaboração dos relatórios com ScadaBR. Para realizar este procedimento, o leitor deve realizar algumas configurações para então gerar o relatório de maneira conveniente, ou seja, conforme desejada. 

Os parâmetros em questão podem ser encontrados na página onde são realizadas as edições no Data Point Temperatura (auxiliar). O primeiro bloco que deve ser observado é o chamado Propriedades do registro, neste existem vários campos referentes à forma como serão registrados os dados provenientes do Data Point citado. Estes foram definidos conforme a figura 6:

Definição das propriedades de registro no ScadaBR
Figura 6 – Definição das propriedades de registro.

Os itens mais importantes deste bloco são o Tipo de registro, que define o critério para o registro dos valores (neste artigo foi utilizada a sentença Quando o valor do Data Point muda, para que o ScadaBR não fique registrando valores iguais desnecessariamente) e a Tolerância, cuja atuação define que um determinado valor seja registrado somente se a diferênça entre o valor atual e o anterior de uma variável for maior que a tolerância estabelecida.

O segundo bloco que necessita de uma certa atenção é o denominado Propriedades de renderização de texto. Neste bloco foi definido como Formato o valor 0.00, para que os valores apresentados pelo Data Point possuam apenas duas casas após a vírgula e o Sufixo são apenas os caracteres que representam a unidade da grandeza aferida (estes caracteres aparecerão no relatório).

Definição das propriedades de renderização de texto.
Figura 7 – Definição das propriedades de renderização de texto.

O terceiro bloco a ser analisado é o denominado Detectores de eventos. Neste pode-se criar detectores de eventos que visam determinar se o valor de um determinado Data Point satisfaz uma ou mais condições. Caso estas sejam satisfeitas, o detector torna-se ativo e dispara um alarme para que a situação possa ser tratada ou não, conforme o entendimento necessário a respeito do processo. Aqui serão criados dois detectores, um para determinar um limite superior e outro para determinar um limite inferior, os quais, devem gerar alarmes caso a temperatura seja maior ou menor que os respectivos valores. Na figura a seguir demonstra-se como efetuar a configuração para os limites em questão.

Criação dos Detectores de eventos no ScadaBR
Figura 8 – Criação dos Detectores de eventos.

Por fim, o leitor deve acessar a aba Relatórios a partir do respectivo ícone na barra de ferramentas e criar um novo relatório. Neste momento será aberta uma nova seção para que o usuário defina as configurações do relatório que será gerado (conforme a figura a seguir), salve e execute o relatório. Uma observação deve ser realizada neste momento: Após o leitor adicionar o Data Point auxiliar Temperatura, aparecem dois itens extras para configurar, o campo cor que não precisa ser preenchido e a caixa de seleção Gráfico consolidado, que é importante quando são utilizados mais de um Data point na geração do relatório, pois inclui todos os Data points em um único gráfico. 

Definição dos critérios do relatório.
Figura 9 – Definição dos critérios do relatório.

Após o leitor proceder com a execução do relatório, o mesmo entrará na Fila de relatórios, onde basta que o usuário clique no ícone correspondente para proceder com a geração do relatório em questão. 

Fila de relatórios no ScadaBR
Figura 10 – Fila de relatórios.

Caso o leitor proceda exatamente da forma que listamos neste artigo, será possível obter um relatório igual ou semelhante ao demonstrado na figura abaixo, onde pode-se conferir medidas referentes ao Data Point em questão como valores máximo e mínimo, médias, soma e quantidade de registros. Além disso, o relatório também possui um gráfico para um melhor entendimento do comportamento da variável de processo em questão, bem como o registro dos eventos que ocorreram, quando ocorreram (tempo de atividade), quando voltaram ao normal e ainda quando foram reconhecidos pelo usuário (quando o usuário demonstra que reconheceu o alarme clicando no símbolo do mesmo na watch list)

 Relatório gerado no ScadaBR
Figura 11 – Relatório gerado.

Este foi o nosso artigo referente à produção de relatórios que ilustram o comportamento das variáveis de processo. Nós do EMBARCADOS esperamos que você tenha gostado deste conteúdo. Sinta-se à vontade para sugestões, críticas ou elogios e deixe seu comentário abaixo.

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Iaslan Barbosa alencar
iaslan
16/08/2017 16:25

boa tarde. gostaria de saber se existe a posibilidade de fazer um contador de objetos com o scadabr,obrigado

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