Esquilo – Uma plataforma de desenvolvimento para IoT

Conheça a Esquilo, uma plataforma de desenvolvimenta para IoT. Baseada nos microcontroladores Kinetis da Freescale e com pinagem Arduino.
Esquilo

Recentemente foi lançada no Kickstarter a campanha para a plataforma Esquilo, uma placa de desenvolvimento para IoT. A proposta é trazer todos os recursos necessários para aplicações em IoT integrados numa plataforma. Além do hardware a plataforma também possui uma IDE baseada em WEB com facilidades de acesso à nuvem de uma forma fácil e segura. Outro grande diferencial da Esquilo é ser uma plataforma open hardware e open source. A figura 1 exibe um resumo dos recursos da plataforma:

Resumo de Recursos da plataforma Esquilo
Figura 1 – Resumo de Recursos da plataforma Esquilo

A IDE é baseada em WEB sendo armazenada no próprio hardware com acesso através da conexão Wi-Fi. Dessa forma, não há dependência de conexão a um servidor externo através da internet. Outro recurso interessante da IDE são as opções de debug, com breakpoints, vizualizações de variáveis e outros recursos que auxiliam no desenvolvimento de uma aplicação com microcontroladores. A figura 2 exibe a IDE:

IDE baseada em WEB armazenada na própria Esquilo
Figura 2 – IDE baseada em WEB armazenada na própria Esquilo

Especificações do Hardware

O coração da Esquilo é o microcontrolador Kinetis ARM Cortex-M4F da Freescale, o MK64FN1M0VLL12, o mesmo utilizado na placa FRDM-K64F. Esse microcontrolador roda a 120 MHz e possui 1MB de flash, 256 KB de SRAM, ponto flutuante por hardware, criptografia por hardware, ADC de 16 bits, diversos barramentos seriais, etc.

A interface  Wi-Fi 802.11b/g/n é  fornecida através de um chipset Broadcom, o BCM43362, em um módulo já com chip e antena inclusos. A figura 3 exibe alguns dos recursos, na própria placa:

Recursos de hardware da Esquilo
Figura 3 – Recursos de hardware da Esquilo

A seguir é apresentada uma lista de recursos disponíveis na Esquilo:

  • Microcontrolador Freescale Kinetis ARM Cortex-M4F (MK64FN1M0VLL12) @ 120 MHz;
  • 1MB flash, 256KB SRAM, 8KB EEPROM;
  • 802.11b/g/n Wi-Fi;
  • Conectores headers padrão Arduino UNO R3;
  • Engine de criptografia por Hardware;
  • Ponto flutuante por hardware;
  • Entrada de alimentação de 6-17V DC ou alimentação através da USB;
  • Micro-USB (para  bootloader e  USB CDC);
  • Micro-SD com suporte para FAT32;
  • 46 pinos digital de I/Os (níveis de 5V);
  • Barramentos seriais: 2 x SPI, 2 x I2C, 5 x UART, 1 x CAN;
  • 18 saídas PWM;
  • 16 entradas analógicas de 16-bits de resolução sendo 4 diferenciais;
  • Saídas analógicas de 12-bits de resolução;
  • Tensão de referência precisa;
  • Comparador analógico.

A figura 4 exibe a pinagem disponível na placa Esquilo:

Pinouts da placa Esquilo
Figura 4 – Pinouts da placa Esquilo

Você pode conferir todas as especificações do hardware na pagina de documentação da Esquilo.

Conectividade e projetos com a Esquilo

A plataforma apresenta diversos recursos para conexão à nuvem, em comparação às outras plataformas do mercado. Porém, em muitos casos, isso não é necessário, e ela apresenta uma solução completa para redes isoladas.

Em sua campanha no Kickstarter são apresentados alguns exemplos, entre eles é demonstrada uma aplicação de estação meteorológica utilizando sensor de temperatura, umidade e pressão disponíveis em shield Arduino da Sparkfun. As informações são exibidas no browser, conforme exibido na figura 5 a seguir:

Estação meteorológica feita com Esquilo
Figura 5 – Estação meteorológica feita com Esquilo

Confira mais detalhes dessa plataforma em sua campanha no Kickstarter ou acesse diretamente o seu site esquilo.io.

Você pode financiar a campanha adquirindo uma placa no valor de $39. A campanha já atingiu a meta e a previsão para envio das placas é junho deste ano.

E você leitor o que achou dessa plataforma? Quais projetos está imaginando em fazer com ela? Deixe seus comentários.

Engenheiro, especialista em sistemas embarcados. Hoje é diretor de operações do portal Embarcados, onde trabalha para levar conteúdos de eletrônica, sistemas embarcados e IoT para o Brasil.

Também atua no ensino eletrônica e programação. É entusiasta do movimento maker, da cultura DIY e do compartilhamento de conhecimento, publica diversos artigos sobre eletrônica e projetos open hardware.

Com iniciativas como o projeto Franzininho e projetos na área de educação, leva a cultura maker para o Brasil capacitando e incentivando professores e alunos a usarem tecnologia em suas vidas. Participou da residência hacker 2018 no Red Bull Basement.

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