Curiosity – Nova placa de desenvolvimento da Microchip

Confira os detalhes do hardware da nova placa de desenvolvimento Curiosity da Microchip, de baixo custo, ideal para os primeiros passos com PIC16F .
Curiosity pinos de I/O

Recentemente a Microchip lançou a placa de desenvolvimento Curiosity. Trata-se de uma placa de baixo custo para avaliação dos microcontroladores de 8 Bits da linha PIC16F1XXX, suportando dispositivos de 8, 14 e 20 pinos. Voltada para usuários iniciantes é uma excelente plataforma para os primeiros passos com MPLAB X, compilador XC8 e também o MPLAB Code Configurator (MCC). Nesse artigo vamos abordar os detalhes do seu hardware.

O hardware da Curiosity

 

A placa Curiosity apresenta alguns recursos que facilitam os primeiros passos para desenvolvimento com os microcontroladores PIC. A figura 1 exibe alguns dos recursos disponíveis na placa:

curiosity
Figura 1 – Recursos da Curiosity
  1. Conector USB mini-B (parte traseira);
  2. Pads para conector para fonte 9V;
  3. Botão para Master Clear Reset;
  4. Jumper para seleção de fonte 3,3/5V p (J12);
  5. Pads para fonte externa;
  6. Conectores de expansão;
  7. Soquete DIP para microcontrolador de  8, 14 e 20 pinos;
  8. Conectores para padrão mikroBUS™;
  9. Pads para módulo Bluetooth RN4020;
  10. Potenciômetro;
  11. LEDs;
  12. Botão mTouch®;
  13. Botão do tipo Push button.

Circuito de Programação e Depuração da Curiosity

Uma das vantagens da placa Curiosity é o circuito de programação e depuração integrado. Trata-se de um circuito baseado em um PIC24FJ, com interface USB, que facilita a depuração e programação do microcontrolador alvo sem a necessidade de uma ferramenta externa. A figura 2 exibe esse circuito na placa:

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Figura 2 – Circuito de debugger/programação on-board

Alimentação

A alimentação da placa pode ser feita de 3 formas:

  1. Conector USB (J2);
  2. Conector para fonte externa (J15), este não vem montado na placa;
  3. Pads para alimentação externa (TP3 e TP4).

A placa possui reguladores de tensão de 5 V e 3,3 V, dessa forma o microcontrolador pode ser alimentado tanto com 5 V quanto com 3,3 V, dependendo da posição do jumper J12. O circuito também possui um comparador para selecionar a fonte de alimentação, quando uma fonte externa está conectada e também a USB, nesse caso a alimentação será proveniente da fonte externa. Deve-se ficar atento à tensão colocada no pad TP3, pois esta tensão está direta na alimentação do circuito não passando pelos reguladores. A figura 3 exibe os detalhes do circuito:

curiosity-circuito-power
Figura 3 – Circuito de alimentação da Curiosity

As possibilidades de expansão da Curiosity

A placa Curiosity é uma excelente placa para prototipação. Possui headers de expansão facilitando o acesso aos pinos do microcontrolador. Dessa forma pode-se facilmente testar uma aplicação em um protoboard. A figura 4 exibe os headers:

curiosity-pinos
Figura 4 – Conectores para acesso aos pinos do microcontrolador

Outra possibilidade de expansão de funcionalidades da Curiosity é a conexão de Click boards da Mikroe através do padrão mikroBUS™. A figura 5 exibe este barramento na placa:

curiosity-mikrobus
Figura 5 – Conectores para padrão mikroBUS™.

Através desse padrão é possível conectar diversos módulos, ampliando as possibilidades de aplicações para a Curiosity. A figura 6 exibe algumas placas disponíveis com esse padrão:

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Figura 6 – Click boards

Para facilitar a integração da Curiosity em projetos relacionados à IoT há a possibilidade de conexão do módulo bluetooth RN4020 da própria Microchip, através dos pads disponíveis na placa. A figura 7 exibe os detalhes dos pads para o Módulo RN4020:

curiosity-bluetooth
Figura 7 – Pads para módulo Bluetooth RN4020

Confira mais detalhes da placa na página da Microchip destinada à Curiosity. Lá você encontrará toda a documentação e códigos exemplos para diversos microcontroladores suportados pela mesma.

Você pode adquirir a placa diretamente com a Microchip através do microchipDIRECT.

No próximo artigo será abordado os detalhes iniciais de programação e continuaremos a série explorando os recursos de programação exibindo todos detalhes de código e ferramentas usadas.

Fique ligado! Caso tenha alguma dúvida ou sugestão, deixe seu comentário abaixo.

Outros artigos da série

Curiosity – Primeiros passos com MPLAB X e compilador XC8 >>

Engenheiro, especialista em sistemas embarcados. Hoje é diretor de operações do portal Embarcados, onde trabalha para levar conteúdos de eletrônica, sistemas embarcados e IoT para o Brasil.

Também atua no ensino eletrônica e programação. É entusiastas do movimento maker, da cultura DIY e do compartilhamento de conhecimento, publica diversos artigos sobre eletrônica e projetos open hardware.

Com iniciativas como o projeto Franzininho e projetos na área de educação, leva a cultura maker para o Brasil capacitando e incentivando professores e alunos a usarem tecnologia em suas vidas. Participou da residência hacker 2018 no Red Bull Basement.

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Ciro Peixoto
Ciro Peixoto
23/11/2015 11:54

Cara excelente artigo! Porem, não sei se há tanta vantagem de usar coisas “tão prontas” … mesmo didáticamente pois com tanta facilidade pra fazer “mágicas” acredito que o conhecimento do que se está fazendo se perca na brincadeira. Por outro lado usar isto em um projeto profissional, pode ajudar…. mas dificilmente se usaria uma plaquinha a parte para um RTC ou qualquer outra coisa…. Só se for pra testes e acabou! Digo isto, não para causar polêmica, mas sim por achar que a palavrinha que sempre norteou minha vida e minha profissão: DESENVOLVIMENTO está virando um grande LEGO onde é… Leia mais »

Rafael Dias
Rafael Dias
Reply to  Ciro Peixoto
01/12/2015 08:28

bem observado.

Eu olho esses kits e etc como uma oportunidade de tu estudar uma dada funcionalidade sem a necessidade de gastar tempo e dinheiro desenvolvendo protótipos. Em ambiente de desenvolvimento ágil, o engenheiro de hardware trabalha com os aspectos do hardware e prototipagem enquanto isso, a engenharia de software/firmware trabalha em paralelo em circuitos reduzidos (ou até em kits) para entregarem a solução.

Eu encaro esses kits simplesmente como uma ferramenta de apoio ao desenvolvimento. Dá para tu experimentar o seu firmware nele antes de colocar em uma placa real.

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