Benefícios econômicos e operacionais da IIoT

Benefícios econômicos e operacionais da IIoT
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Os benefícios da Internet Industrial das Coisas (IIoT) estão se tornando mais evidentes à medida que os especialistas da indústria debatem as oportunidades que possuem nas mãos. Este conceito possibilita um cenário onde torna-se possível inaugurar uma nova era em relação à conectividade, onde as plantas e máquinas podem trabalhar em conjunto de forma segura e colaborativa, permitindo o uso da tecnologia à serviço das pessoas de maneira cada vez mais eficaz. Embora o seu potencial para transmissão eficiente de dados receba a maior parte da atenção, tecnologias IIoT que visam descobrir ineficiências nos processos industriais estão sendo foco de amplas pesquisas.

O conceito de IIoT oferece ao mesmo tempo novos desafios e oportunidades para os fabricantes que estão dispostos a adentrar nos limites dos projetos de máquinas e instalações existentes nos dias de hoje, como por exemplo, questões importantes relacionadas à conectividade, eficiência e confiabilidade, além de muitos outros recursos. 

A influência da IIoT na rentabilidade de uma indústria

Em um primeiro momento pode-se afirmar em relação aos meios de produção que o conceito de IIoT pode proporcionar uma melhoria na rastreabilidade de elementos, o que por sua vez, conduz a uma eficiência maior na cadeia de abastecimento de recursos, contribuindo portanto para uma produção mais rápida e com menores custos. 

Em seguida deve-se ressaltar que as tecnologias existentes para armazenamento e análise de dados são primordiais, devido ao fato de que através de dados históricos pode-se identificar ineficiências na produção, além de outras áreas em que melhorias resultariam em uma redução do tempo de entrega do produto para o mercado. A análise em questão também proporciona a possibilidade de gerir melhor as despesas operacionais (OPEX) e os esforços de inteligência dos negócios juntamente com os clientes, além de criar um ambiente propício para a elaboração de novas alternativas para a gestão de ativos, tais como manutenção preditiva (que se aplicada corretamente permite grandes economias de custo).

Como abordado no artigo introdutório sobre IIoT, pode-se citar como exemplo da aplicação de análise de dados, o uso de dispositivos inteligentes (como smartphones) e códigos QR dinâmicos, que juntos fornecem um serviço rápido e eficiente, de modo que, a partir desta tecnologia, as informações podem ser distribuídas de maneira mais veloz e direta (no que diz respeito à identificação do problema) para que os responsáveis sejam capazes de resolver problemas de produção de uma forma mais eficaz e em tempo hábil.

“De maneira geral, com a IIoT, as indústrias passam a lidar com um processo de gerenciamento de ciclo de vida mais consistente e contínuo do que nunca.”

Mas e qual é o papel dos fabricantes?

Quando fala-se em IIoT, deve-se ter em mente que os benefícios econômicos podem diferir muito entre os fornecedores e a indústria. A grosso modo, os fornecedores precisam se concentrar no fornecimento de serviços novos e/ou aprimorados para seus clientes, enquanto os usuários finais (as indústrias) precisam para colocar um maior enfoque na gestão do OPEX.

De maneira mais específica, os fabricantes precisam fornecer interfaces e funcionalidades melhoradas visando aumentar a disponibilidade, melhorar o desempenho da máquina (dependendo do ponto de operação que a produção quer), além de fornecer monitoramento remoto para  auxiliar nas tarefas de manutenção preditiva e nos requisitos de segurança.

“O comportamento e os dados de máquinas e componentes mudaram, logo, os fabricantes precisam aproveitar as oportunidades de crescimento mesmo que em diferentes vertentes.”

A Internet Industrial das Coisas além da automação

Quando adentra-se no conceito de economia de custos, muitos enxergam os benefícios da IIoT como exclusivamente ligados à automação industrial. No entanto, apesar desta ser um aspecto importante, muitos outros grandes pontos positivos podem ser obtidos através da eficiência energética tanto em máquinas quanto em plantas inteligentes, pois estas possuem perfis de energia que podem e devem ser integrados na arquitetura IIoT para que o consumo de energia possa ser administrado de forma eficiente. 

Atualmente é possível encontrar plantas inteligentes conectadas às redes smart grid, configurando portanto ecossistemas inteligentes e abrangentes conectados com IIoT no centro, proporcionando uma interface que traz benefícios adicionais de eficiência energética e sustentabilidade. De fato, a IIoT está transformando a indústria, pois, esta possui o objetivo de permanecer à frente da tendência, trabalhando para abordar as alterações e, ao mesmo tempo, lucrar com os benefícios. Ao implementar tecnologias IIoT, os fabricantes podem maximizar a rentabilidade, melhorando o tempo de comercialização, além de vários outros serviços.

Quanto às implementações que utilizem o conceito de IIoT, é recomendado começar de forma seletiva e progressiva, adicionando ou modernizando equipamentos e infra-estruturas já existentes, pois, isto permitirá que as plataformas IIoT caminhem na direção da investigação e desenvolvimento, ao invés de investir somente no desenvolvimento de componentes. Além disso, a indústria deve olhar para aplicações como a eficiência operacional, a gestão/utilização de ativos, o aproveitamento de dados e serviços baseados em software, a fim de gerar benefícios econômicos e aumentar o retorno sobre o investimento e quando a instituição se tornar mais confortável com capacidades da IIoT, as aplicações de longo prazo serão mais viáveis.

“Com estas e com outras aplicações, percebe-se que os benefícios econômicos de IIoT superam os desafios necessários para realizar a sua implementação.”

O conceito de IIoT chegou para ficar e trouxe consigo o aumento da eficiência, redução de custos, e uma posição competitiva melhorada, que visa proporcionar melhores chances de sobrevivência e prosperidade neste cenário atual.

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Vagner Vasconcelos
26/04/2016 08:37

Excelente artigo Daniel, parabéns!
Essa visão da IIoT como agente de melhoria na eficiência operacional, com aumento da produtividade e diminuição de custos, de forma a melhorar a competitividade industrial, me parece similar a proposta pelo sistemas MES/MOM, que ainda buscam integrar os sistemas corporativos (TI) com o chão de fábrica (TA “OT”) – nível 4 da pirâmide de automação proposta por Webb e Greshock, 1990, que é similar ao nível 2 da norma ISA-95.
Sendo assim, já temos os sistemas que propõem esse aumento de eficiência há mais de 20 anos, qual seria então o diferencial da IIoT?

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